EXPEDIÇÃO KIRI – JUNHO 2003
Como sempre todas as oportunidades
de pescaria, surgem dentro do fórum de discussão
do TBFTT, essa não poderia ser diferente.
Um comentário sobre opções
de pesca, surgiu o nome da Fazenda Kiri em Piedade que faz criação
de Black-Bass e tem lagos naturais onde eles ficam sem alimentação
e se tornam selvagens.
Logo de cara, várias
pessoas se interessaram pela pescaria na Kiri, mas no final pro
problemas particulares, sobrou eu, o Fernando Lessa, o Giuliano
e o Gerson Pinheiro.
A semana toda por e-mail acertando
detalhes, de como seria a pescaria, comida, tipos de moscas, reserva
de barcos e chega o final de semana.
O interessante seria fazer
a pescaria com dois amigos virtuais que nunca tinha visto antes,
apenas conversado por telefone.
Achei melhor escrever essa
matéria com as impressões dos participantes da Expedição.
Vamos as informações
básicas e depois a pescaria.
COMO CHEGAR (CASTELO
BRANCO) – Informação RICK
Eu, Lessa e o Gerson saímos
de SP às 5:30 da manhã. Como o caminho da Raposo
Tavares eu não conhecia, achei melhor ir por Sorocaba,
já que morei por quase 20 anos por lá e conheço
bem os atalhos.
Vindo pela Castelo Branco entre
na Castelinho sentido Sorocaba e fique atento a entrada pela nova
alça de acesso que liga a Castelinho a Raposo Tavares.
Entrando por ela siga sentido Araçoiaba da Serra, Tatuí
ou Itapetininga. Pegue o retorno do km98, passe por baixo da ponte
a direita e siga em frente sentido Votorantim, onde do seu lado
esquerdo tem um antigo Shopping Center, Siga a avenida central
sempre em frente até o fim dela onde vc encontra as indicações
para Piedade e Tapiraí.
Chegando numa bifurcação
onde a esquerda é Piedade e a direita segue pra Tapiraí,
siga para Tapiraí.
2km depois vc vê o posto
policial, passando o posto fique atento a uma entrada a esquerda
depois de uma lombada para Vila Élvio. Passando o posto
policial do lado direto vc vai ver uma escola de madeira verde.
Entrando a esquerda já
tem essa placa com a indicação Fazenda Kiri.

Passando o posto policial,
à direita a entrada para Vila Élvio e a indicação
na placa
Dae pra frente é só
seguir o “cheiro de maçã” que os Basses
exalam...heheeh
Chegamos no portão da
Kiri às 7:45, cinco minuto depois que o Giuliano, chegou.
Parecia que o grupo se conhecia
a muito tempo e pescava todo final de semana visto o ótimo
entrosamento.
Chegando na beira do lago,
definimos que a dupla Gerson/Giuliano iria no “Desafio”
pela parte da manhã, eu e Lessa, no Lago Grande.
Fui olhando e marcando os lugares
pra pinchar. O dia prometia.
COMO CHEGAR: ( RAPOSO
TAVARES ) – Informação GIULIANO
Pegar a Raposo Tavares e seguir
em frente , vai passar por Cotia e Vargem Grande Paulista. Quando
estiver saindo de Vargem G. tem um posto policial onde há
um cruzamento, seguir sentido Ibiúna, Rod. Bujiro Nakao.
Ao chegar em Ibiúna, logo na entrada da cidade existe uma
rotatória, entrar a direita sentido Piedade. Chegando em
Piedade, muita atenção nas placas, você deve
seguir sentido BR 116, Tapirai. Uma vez, na BR entrar no primeiro
trevo, trevo do hospital psiquiátrico, após o posto
Policial Rodoviário.
Pronto, agora só faltam
mais “alguns kilometros”. Não desista ! Falta
pouco ! Após ter entrado no trevo e cruzado a pista é
só seguir sempre em frente. As sinalizações
são poucas, pequenas mas existem e são bem visíveis.
Ah! Não adianta chegar
antes das 8:00 h, pois abre rigorosamente às 8:00 h.
O EQUIPAMENTO:
Rick: Vara #8 – linha
intermediate – Rick Streamer / Wooly Bugger preta (final
do dia)
Lessa: Vara #6 – Linha
Floating – Bead Head
Vara #8 – Linha Floating –
Popper
Gerson: Vara #4 – Linha
Floating – Bead Head (eu acho, ehehehehehe)
Vara #7 - Linha Sinking – Wet
Tip II
Giuliano: Vara #6 – Linha
Floating –líder - Tippet 3 lbs– Wolly Bugger

A PESCARIA (EQUIPE
ALFA): Rick & Lessa – Informação RICK
Primeira estrutura, bem na frente
do Píer. Lugar muito raso, arremesse de longe
Logo na primeira grota, do
lado direito de uma palmeira, percebemos que as margens eram bem
rasas e comecei usando a #8 do Lessa com Popper.
O Lessa usou nesse trecho uma sinking
tip. Tivemos algumas ações sendo uma no meu Popper
muito bonito, pq vi o Bass, arremessei na frente dele, e no primeiro
trabalho do Popper, o Bass bateu, mas como era muito pequeno,
acho que ele apenas mordeu as penas do Popper.
A coisa já começou
a animar.
Grotinha
Exploramos toda a margem esquerda,
arremessando embaixo de galhadas, do lado de paus e pedras e nada
dos Basses.
Bem do lado esquerdo do lago
grande, onde a vegetação é mais densa um
barco com uma dupla pescando com Spinnerbait pegaram um pequeno.
Fomos até o fundo de
uma grota quase no final do lago quase de frente para o Desafio
e o Lessa viu um Bass seguir a Bead Head dele....foi só.

Fundão muito bonito
Resolvemos parar para comer
alguma coisa, estava quase na hora do almoço e a fome estava
batendo.
Chegando no quiosque reservado
pela gente, estava Kelly e a Cinira, a namorada e a sogra do Giuliano,
com as caixas térmicas lotadas de cervejas...estava calor,
pq não tomar algumas...hehehe
Pouco tempo depois chegaram
o Gerson e o Giuliano eufóricos, com as ações
que tiveram no Desafio.
Pegaram muitos peixes lá.
Perguntamos sobre moscas e
trabalho de isca...a isca era a Wooly Bugger preta.
Eu que tinha tanta raiva dessa
mosca pq sempre atei essa mosca, mas nunca peguei nenhum peixe
com ela.
Por sorte o Lessa tinha uma.
Depois do churrasco, troca
de dicas, uma animada conversa resolvemos trocar os lugares par
ver o que dá.

Paisagem Amazônica do “Desafio”

Do píer. Nesse trecho a esquerda,
o que impressiona é a profundidade.
Ao começar a entrar
na paulera, eu desanimei...não tinha espaço nenhum,
era quase impossível arremessar com o fly lá. O
Lessa usando a #6 num roll cast pegou seu primeiro Bass.
Pequeno mais valente.
Nem assim eu me animei. Tava
enroscando pacas, tanto que fiquei na cabeça do Lessa pra
gente voltar pro lago grande.

Tá difícil Lessa?
Voltamos pro lago grande. O
Lessa tentando da margem e eu meio desanimado no outro lado.
Numa saída de água num
tanque, ele fisga um.
Parece que ligou meu motor,
já fui pra perto dele e em poucos minutos desatolei o dedo.
Tive mais ações
e mais peixes naquela saída dágua.
Depois no final da tarde fomos
para o píer e lá começaram a cair na água
um inseto muito parecido com uma mayfly branca. Os Basses parece
que viraram tucunarés. Estavam batendo em qualquer coisa,
desde streamer até popper.
Fizemos nossa pescaria nesse lugar.
Pegamos um atrás do
outro, de tamanho pequeno, mas em grande quantidade.
Vários foram pegos
no final da tarde no Píer.
Final de pescaria...resultado
foi ótimo para todos, principalmente pq outra volta está
sendo programada para breve.
PESCARIA : ( EQUIPE
BRAVO) Gerson & Giuliano {parece nome de dupla sertaneja.
Há Há Há há!} - Informação
GIULIANO
Em quanto eu descarregava os
últimos apetrechos do carro para o acampamento e montava
minha tralha já podia ver o Rick e o Lessa pescando no
lago grande e o Gerson me esperando no desafio. Pensei, esse caras
vieram montando as varas no caminho.
Ao chegar no desafio coloquei
um Popper e o Gerson estava com uma Bead Head e no primeiro arremesso,
BASS ! Inacreditável !!!! Primeiro arremesso e ele já
pegou um! E não era de se desprezar seu tamanho. Já
vi que o dia seria um daqueles. Continuamos pinchado eu na superfície
e o Gerson na meia água, mas uma frase do Edson, proprietário
do pesqueiro não saia de nossa cabeça: ...”
– Cuidado lá em cima pois temos umas trutas perdidas
que já estão grandes, caso vcs peguem, muito cuidado
com o manuseio.”
Sabemos que trutas são
peixes muito sensíveis e qualquer agressão por mais
tênue que fosse, como uma simples pose para fotografia,
poderia mata-la. Mas a idéia de fisgar um truta não
saia de nossas cabeças.
Ao entrar na pauleira propriamente
dita, fomos estabelecendo possíveis nichos dos nossos amigos
e foi em um arremesso próximo a margem que alinha esticou
e correu, BASS! Meu primeiro Bass do dia e não fazia sequer
quarenta minutos que estava pescando. Após estarmos, ambos,
com os dedos desatolados tivemos muitos ataques e muitos Basses
fisgados, cerca de uma dezena em 4 hs, uma média de mais
de um peixe a cada meia hora.J E quanto mais tarde ficava mais
peixes apareciam. O Gerson me apresentou sua isca matadeira, uma
Montana, atada por ele, muito bonita que realmente é incrível
pois não perde viagem. Estou esperando as minhas prometidas,
viu Gerson. rs rsrsrs
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Em certo momento de nossa pescaria
em uma aconchegante sombra entre as pauleiras eu arremesso minha
Wolly Bugger preta e vermelha próximo a margem,estiquei
a linha e fiz uma piadinha com o Gerson. Neste meio tempo a mosca
afundou mais que de costume, logo pensei vou enroscar. No primeiro
toque na isca a linha pesou, é enrosco; e correu, não
é mais, mas correu diferente, forte e em direção
ao meio do lago eu tentando impor resistência ao movimento,
momento algum subiu a superfície, já imaginei se
não for uma bela truta é um belo BASS. Mas meu tippet
de 3 lbs não permite muitas discussões com o peixe
e fui obrigado a ceder as vontades dele, uma delas era uma bela
galhada submersa a menos de dois metros do barco onde ele entrou
e só deixou minha mosca pendurada no galho! Esse só
a Wolly viu ! E disse que era grande! Rsrsrsrs

Resumidamente, a pescaria no desafio foi
muito proveitosa e divertida, lamentamos muito ter que partir
para o lago grande depois do almoço.
LAGO GRANDE
Comidos e bebidos fomos ao
lago grande sem muitas esperanças, pois o Rick e Lessa,
não tinham feito muitas boas recomendações
e realmente a beleza do Desafio é insuperável, o
lago cheira Bass. Pescamos em toda margem oposta pegamos vários
Basses mas todos muito pequenos e esfomeados, mas muito valentes
com exceção do curixozinho atrás da pedra
onde pegamos dois belos exemplares de aproximadamente 30 cm cada
um.

Mas a pescaria ficou mais emocionante
ao cair da tarde no píer quando os Bass começam
a aflorar seus ataques aos pequenos insetos que o Rick comentou
acima. Ai é pura festa, o que se mexe eles atacam.
Informação
GERSON
Vale ainda ressaltar, que apesar
de quase todos os participantes nunca terem se conhecidos antes
desta pescaria, a impressão que ficou é que todos
se conheciam a bastante tempo, tal o entrosamento entre todos,
onde as brincadeiras rolaram de uma forma totalmente natural,
não havido em momento algum nenhum tipo de mal estar, o
que seria comum devido a situação.
DICAS DE MATERIAL:
Vara #4 a #7 dá conta
muito bem do recado.
Streamer: Wooly buger preta,
Bead Head
Informação Gerson:
(não se esqueça das poppers e das montanas)
Seca: Adams, Parachute, Griffit
Gnat (final da tarde e de preferência branca)
Linhas: Floating, intermediate
ou Sinking tip.
Líder: 9 pés
com 10 libras de resistência.
MAIS DICAS:
Percebi que um recolhimento
mais lento foi mais eficiente.
Explore todas as camadas de
água, desde a superfície até as profundezas.
Na parte da manhã tente
os pequenos divers e poppers nos locais rasos como a grota em
frente aos viveiros onde tem uma palmeira.
Como o local é raso,
vale a pena gastar o braço e lançar de longe.
De vez em quando vale uns pinchos
para o meio do lago, pq várias explosões foram vistas
e ouvidas durante a parte da manhã.
Traga uma blusa, pq lá
faz bastante frio de manhã e a tarde.
Muito cuidado na ida e na volta.
A rodovia que liga Sorocaba a Piedade é cheio de pequenas
vilas onde crianças jogam bola no acostamento, tem gente
atravessando correndo a rodovia, todo cuidado é pouco,
inclusive, na volta vimos um atropelamento perto de Piedade....pelo
jeito o cidadão foi andar de bicicleta no céu.